PREVENÇÃO DE CRIMES POR MEIO DE DESIGN AMBIENTAL
O que é o CPTED - Crime Prevention Through Environmental Design?
LAZABRASIL SEGURANÇA PRIVADA Responde:
O CPTED (Crime Prevention Through Environmental Design) é uma abordagem de prevenção de crimes por meio do design ambiental.
No contexto da segurança privada, o CPTED foca em como a arquitetura do ambiente físico pode ser planejado e modificado para reduzir a criminalidade e/ou comportamentos inconvenientes, e consequentemente aumentar a sensação de segurança local, sem depender exclusivamente de vigilância humana ou de equipamentos de segurança.
A ideia central do CPTED é que a arquitetura do ambiente, quando projetada corretamente, pode desencorajar e dissuadir comportamentos inconvenientes e/ou criminosos e, aumentar o sentimento de segurança, tanto para os usuários frequentes de um empreendimento, quanto para os visitantes esporádicos. Isso é feito por meio de estratégias como:
ATENÇÃO NATURAL: Maximizar a visibilidade do ambiente para que as pessoas se sintam observadas, dificultando as ações indesejadas. Isso pode incluir a instalação de janelas com boa visibilidade, iluminação adequada e a utilização de cercas baixas para garantir que as áreas externas sejam vistas por quem está dentro ou ao redor, entre outras soluções.
DEFINIÇÃO TERRITORIAL: Criar uma sensação de propriedade e cuidado pelo ambiente. Isso pode ser alcançado com a personalização de espaços, como jardins bem cuidados ou sinalização de alta visibilidade, entre outros, que transmitam a ideia de que a área é permanentemente monitorada e protegida.
CONTROLE DE ACESSOS: Limitar ou direcionar o acesso às áreas controladas ou sensíveis. Isso pode ser feito por meio de cercas, portões, entradas controladas e infraestruturas de vigilância, como câmeras de segurança com analíticos de imagens e alertas automáticos, e etc., para detectar e evitar a entrada de pessoas não autorizadas.
MANUTENÇÃO PERMANENTE: A manutenção regular e o cuidado com o design do ambiente fazem toda a diferença para evitar que o local seja visto como desorganizado ou negligenciado, o que pode atrair atividades indesejadas ou criminosas. Um ambiente bem mantido transmite uma imagem de que a segurança está sendo permanentemente cuidada e controlada.
Estas estratégias ajudam significativamente a promover um ambiente mais ordenado e seguro, reduzindo oportunidades para o crime e outros comportamentos inconvenientes e, consequentemente, aumentando a percepção de segurança das pessoas no local.
No campo da segurança privada, os profissionais podem trabalhar com arquitetos, engenheiros e outros especialistas para analisar, planejar e implementar o CPTED em diversos tipos de instalações, como empresas, condomínios, shopping centers, museus, escolar e outros espaços pertinentes.
Abaixo compartilhamos um checklist básico com perguntas objetivas que permitem uma revisão sucinta das soluções de CPTED para um determinado local:
1. Ampliação dos campos de visão
As áreas críticas são visíveis de pontos de observação estratégicos?
Há elementos (como cercas altas, muros ou vegetação) que obstruem a visão de áreas importantes?
Existem janelas ou estruturas que oferecem boa visibilidade para áreas externas?
Há barreiras físicas que dificultam o monitoramento visual de entradas e saídas?
2. Iluminação adequada
A iluminação é suficiente para iluminar os pontos de acesso e as áreas de risco?
Existem áreas mal iluminadas que podem favorecer atividades criminosas?
A iluminação é mantida regularmente e substituída quando necessário?
As lâmpadas são posicionadas de forma que não criem sombras nas áreas críticas?
3. Redução de locais recônditos ou isolados
Existem áreas ocultas ou recônditas onde pessoas poderiam se esconder?
A planta do local permite áreas de fácil acesso, sem esconderijos ou locais isolados?
Como as plantas ou estruturas arquitetônicas são dispostas para evitar pontos cegos?
Existe algum controle sobre o uso e a aparência de áreas de difícil acesso?
4. Zonas vulneráveis / perigosas / inseguras
Existem áreas com maior risco de crime ou vulnerabilidade, como portões ou entradas isoladas?
Quais são as áreas mais propensas a ocorrências criminosas ou indesejáveis?
Existem pontos de vulnerabilidade que precisam de reforço imediato em termos de segurança?
Há uma análise regular para identificar novas zonas de risco dentro do local?
5. Isolamento
O local é isolado de forma que dificulte o acesso não autorizado?
Existem barreiras físicas adequadas que impedem o acesso de pessoas não autorizadas?
Há sistemas de controle de entrada que limitam o acesso a áreas privadas e sensíveis?
As entradas secundárias são protegidas e monitoradas?
6. Uso misto
Existem diferentes tipos de atividades ocorrendo simultaneamente no local (comércio, residência, lazer)?
O uso misto do local contribui para uma presença constante de pessoas em diferentes horários?
Há zonas do local onde o uso único ou restrito possa criar um "deserto social" à noite?
A presença de diferentes usuários aumenta a vigilância natural sobre a área?
7. Geradores de atividades
O local possui atividades que atraem pessoas regularmente (ex. comércio, eventos, serviços)?
A presença de atividades públicas ou privadas contribui para a redução de atividades criminosas?
Há opções de atividades à noite que mantêm o local movimentado e seguro?
O espaço está programado para gerar movimento durante as 24 horas do dia?
8. Sentimento de pertença, manutenção e gestão
O local é bem mantido e aparenta ser cuidado regularmente?
Existe uma sensação de "territorialidade", onde os usuários do espaço se sentem responsáveis pela segurança do local?
Há um programa de manutenção contínua (limpeza, conservação)?
As áreas são regularmente verificadas para identificar vandalismo ou deterioração?
9. Sinalética e Informações
As sinalizações de advertência e informações de segurança estão visíveis e claras?
Existem sinais indicativos de proibição ou aviso de áreas sensíveis?
A sinalização é acessível e compreensível para todos os tipos de usuários (ex. turistas, visitantes, trabalhadores)?
Há mapas ou orientações sobre como acessar áreas importantes ou de emergência?
10. Conceção global
A planta arquitetônica do local facilita a movimentação e evita áreas isoladas?
O projeto do local integra as soluções de segurança de forma natural, sem gerar sensação de prisão ou isolamento?
Há um planejamento para integração de tecnologias de monitoramento (como câmeras, alarmes) com o design do local?
O espaço foi projetado de forma que os usuários e visitantes sintam-se seguros e à vontade?
Este checklist básico pode ser utilizado como guia inicial para uma revisão das práticas e possíveis alternativas de CPTED, ajudando a identificar áreas que precisam de melhorias e garantindo a eficácia do design de segurança ambiental, entretanto, para todos os fins, envolva sempre profissionais e empresas especializadas para garantir às melhores soluções na medida certa para o seu caso.
Quanto aos Processos Internos, após defini-los, escreva, treine, simule e disponibilize para os usuários, para que não haja erros por falta de orientação. Mantenha as rotinas do "PDCA".
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